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Tel 271.313382 Fax 271.313382 Site internet http://www.aepga.pt |
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Eléments démographiques Nombre total de femelles reproductrices
: 1000 |
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Standard de la race Animal bem conformado, com manifesta acromegalia,
corpulento e rústico. |
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Aire géographique d'implantation Nordeste de Portugal, distritos de Bragança (planalto mirandês, nomeadamente concelhos de Bragança, Miranda do Douro, Vimioso, Mogadouro). |
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Principales aptitudes zootechniques Tracção, sela e carga a dorso
(por vezes emparelhados com muares). Producção
mulateira. |
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Caractéristiques gènètiques Às características de excepcional
rusticidade, sobriedade, longevidade e polivalência que
caracterizam os asininos, a raça asinina de Miranda acrescenta
força e docilidade. |
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Brève description du système d' élevage employé A raça encontra-se perfeitamente
integrada na "Terra Fria de Planalto", região
de agricultura de sequeiro com grande amplitude térmica
anual e baixa pluviosidade (cerca de 600 mm). |
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Produits spécifiques Além dos serviços prestados às explorações agrícolas de minifúndio, a raça pode ainda ser explorada como potencial turístico no apoio ao desenvolvimento rural, contribuindo para a fixação e melhoria sócio-económica das populações através da dinamização de actividades lúdicas, recreativas e culturais, nomeadamente no âmbito do Turismo Rural. |
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Origem da espécie e da raça O burro, espécie Equus asinus, emergiu do tronco comum dos equídeos não se sabendo ao certo o momento exacto. Existe uma grande diversidade de opiniões, havendo 2 correntes principais uma que defende uma origem no Pliocénico Superior (há cerca de 2 milhões de anos), finais da Era Terciária, enquanto a outra supõe que o fenómeno ocorreu há 1 milhão de anos atrás no Pleistoceno começo da Era Quaternária. Relativamente à ascendência genealógica do burro doméstico a diversidade de teorias é extraordinária, havendo uma corrente que aponta para uma origem a partir do Onagro da Etiópia que terá derivado no burro selvagem africano Equus asinus taenioppus, mais tarde subdivido em Equus asinus africanus (burro selvagem da Núbia ainda existente na região orienta) e Equus asinus somaliensis (burro da Somália). Por outro lado uma teoria que recebe também muita aceitação defende que os asininos domésticos dividem-se em dois troncos: o tronco africano Equus asinus africanus proveniente da bacia do Nilo e o tronco, Equus asinus europeus, com origem provável na região mediterrânea. Refira-se que a incerteza cientifica associada à origem e evolução desta espécie é ilustrada pelo desconhecimento do período exacto em que ocorreu a domesticação. Os vestígios mais antigos de asnos domésticos remontam ao final da idade de Bronze e procedem do Egipto. Segundo alguns autores a domesticação do burro terá ocorrido antes do cavalo e a partir da idade do Ferro aparecem representações gráficas do híbrido-asno-égua ou seja a mula. Na Europa admite-se que a sua chegada ocorreu no quinto milénio antes de Cristo tendo-se expandido até à idade antiga clássica por todo o continente. A domesticação do burro e consequente surgimento e expansão do tronco europeu da espécie, Equus asinus europeus, terão ocorrido devido à utilização da espécie para alimentação humana, produção de híbridos e mais tarde para os serviços de carga e transporte. Nesse período é característica do primitivo processo de maneio a utilização unicamente de burras e não garanhões, assegurando a reprodução através da cobrição com o garanhão selvagem. A sub-espécie Equus asinus europeus correspondente ao troco europeu da espécie que se distingue fundamentalmente pelo perfil recto, braquicefalia, porte mais elevado (+ de 1,30 m) e pelagem sempre escura, tendo sido precursora da maioria das antigas raças europeias. De acordo com as condições orográficas, climáticas, ecológicas existentes neste continente terão surgido diferentes variedades de acordo com os distintos propósitos dos criadores de cada região geográfica. Por esse processo surgiram algumas das principais raças actualmente existentes na Europa, casos da raça Catalã, raça Zamorano-Leonesa (Espanha), raça Piamonte, Sardenha e Sicília (Itália) e raça Poitu e Gasconha (França). Por sua vez o Equus asinus africanus terá originado algumas raças existentes na Europa caso da raça Andaluz e Cordovesa (Espanha). Em Portugal os asininos, apesar da elevada importância que sempre possuíram nas actividades rurais, foram votados ao abandono em termos de medidas de protecção ou melhoramento sendo sempre considerados como o parente pobre dos equídeos. Por essa razão verifica-se uma quase total ausência de estudos e outras referências bibliográficas, sendo manifestamente impossível reconstituir o percurso que terá levado ao surgimento das variedades existentes no território nacional, nomeadamente a raça de Miranda. Os escassos trabalhos de caracterização destes equídeos apontam para a existência de 2 a 3 tipos em Portugal, o tipo comum correspondente a animais com influência genealógica do tronco africano, e o tipo mulateiro associado às raças de origem no tronco europeu. Um terceiro tipo é considerado por outros autores (Sousa d' Almeida, in Samões, 2000) como a variedade mais comum no país resultante do cruzamento dos outros dois tipos principais. O trabalho mais aprofundado sobre asininos referente à zona Nordeste de Portugal, corresponde a uma tese de Doutoramento "Os asininos no distrito de Bragança" (Martins, 1923 in Samões, 2000) refere que nesta região a maioria dos animais deriva de um processo de cruzamento indiscriminado "mestiçagem" de diversas raça dos troncos africano e europeu, um pouco à imagem do que se passaria nas restantes áreas do país. O mesmo autor defendia já nessa altura a necessidade de implementação de medidas de melhoramento zootécnico e ao nível de maneio, adiantando a hipótese de criação de uma raça portuguesa. Segundo Samões, (2000), a situação não se alterou desde então, encontrando-se o efectivo da região em estado de degeneração e extinção, sem que tenha havido qualquer programa de selecção ou melhoramento. È de assinalar que a única gestão promovida pelo Estado constituia os denominados "postos de cobrição" que apesar de dirigidos para a produção mulateira contribuíram em alguns casos para que a degenerescência das variedades autóctones não fosse tão acentuada. Face a este panorama o Parque Natural do Douro Internacional promoveu em 1999 um estudo sobre asininos na faixa fronteiriça que corresponde a esta Área Protegida, trabalho esse que foi implementado pela Eng. Luisa Samões. Nesse estudo foi possível identificar com clareza 4 tipos morfológicos distintos, que estão associados a diferentes sub-regiões da área de estudo e consequentemente diferentes tipos de maneio. Apesar da heterogeneidade associada aos cruzamentos das variedades preexistentes, a tipologia proposta por essa autora reúne os burros "ruços", burros brancos (derivados do tronco africano), os burros pretos (provavelmente derivados da raça Catalã) e os burros de Miranda (com origem provavelmente associada à raça Zamora-Leonesa), sendo estes dois últimos tipos derivados do tronco europeu. Relativamente ao tipo de Miranda os dados obtidos permitiram individualizar em termos biométricos e com significância estatística, um grupo de animais existentes fundamentalmente nas freguesias do concelho de Miranda do Douro e parte de Mogadouro (Planalto Mirandês), que constituía cerca de 25% da amostra de animais estudados. Estes animais apresentam um conjunto uniforme de características que se assemelham ao padrão da raça Zamorana-Leonesa (Yanes, 1999), ainda que haja algumas diferenças morfológicas ao nível do porte (mais baixo na raça de Miranda) e da quantidade de pelo comprido (em geral a raça de Miranda apresenta menor hirsutismo). As conclusões desse estudo apontam para a existência de parâmetros zootécnicos e do próprio interesse estratégico e da população humana local, que justificavam a iniciação do processo de criação de uma raça autóctone local. A estes argumentos devem acrescentar-se algumas outras informações obtidas posteriormente e que dizem respeito aos elos perdidos do processo de origem desta raça. De facto, a informação proveniente de Espanha relativa aos diversos estudos acerca do burro Zamorano-Leonês (com origem conhecida pelo menos já no século XV), refere que dadas as semelhanças morfológicas e dada a continuidade geográfica e paisagística entre as áreas de distribuição, e aponta deste modo para que a raça de Miranda tenha derivado dessa raça espanhola (Banes, 1999). No entanto, existem referências acerca da elevada "qualidade" (nomeadamente porte, capacidade reprodutiva, rusticidade) de burras reprodutoras provenientes do Norte de Portugal/ Planalto Mirandês em França (Camac in Svendsen, 1997) tendo estas sido utilizadas no processo de recuperação da raça de Poitu levado a cabo nos anos 80. As mesmas considerações justificaram a utilização desses animais, no próprio processo de manutenção/melhoramento da raça Zamorana-leonesa (com. pess., Jose Yanes, com.; Victor Casas). Refira-se que é amplamente conhecida na região de Trás-os-Montes entre agricultores e técnicos ligados à pecuária, a existência da variedade "mirandesa" e das suas características próprias, nomeadamente a aptidão mulateira destes animais. Nesta região onde a actividade agro-pecuária ainda é uma das principais actividades económicas, assistiu-se nos séculos XIX e principalmente em meados do século XX a um intenso processo de aproveitamento agrícola (campanha do trigo, plantio de olival e da vinha) que levou à utilização de parcelas de terreno inclinadas e de difícil acesso, caso dos vales declivosos da Terra Quente Transmontana e do Vale do Douro Vinhateiro. Este processo ocorreu quase sem mecanização, tendo dependido integralmente do gado muar, que actualmente ainda está bem representado em toda essa área. A utilização de largas centenas desses animais, principalmente na Região Demarcada do Vinho do Porto, leva a crer que existiria uma importante população-fonte de asininos com aptidão mulateira (necessárias à produção de animais de grande robustez e de pelagem escura) que só poderia corresponder à população existente no Planalto Mirandês. Por outro lado assiste-se ainda que nas regiões planálticas da denominada Terra Fria Transmontana, a população humana cada vez com mais idosos, tem vindo a manter e a preferir os asininos da raça de Miranda em detrimento de outros e até de processos mecânicos, uma vez que as suas características "primitivas" de robustez, rusticidade e docilidade asseguram com eficácia determinadas tarefas agrícolas e transporte de pessoas e cargas. Todas essas razões constituem fortes indicadores da existência, desde há décadas, de um grupo de animais com características próprias e distintas de outras raças, que terão surgido na região nordeste de Portugal tendo sobrevivido até aos dias de hoje graças à "interioridade" e pela aplicação de processos de selecção, que há falta de directivas e apoios institucionais, decorreu sob a orientação das carências e necessidades da população rural ai existente. |
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